Cidades
Cresce interesse de gays por uni�o
Há cinco anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A decisão resultou numa ampla discussão sobre casamento homossexual e preconceito, mas permitiu também uma ampla reflexão sobre liberdade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil tem mais de 60 mil casais homossexuais. Por si só, o número é considerável, mas pode ser ainda maior se forem considerados aqueles que omitiram sua orientação sexual por medo do preconceito que enfrentam no dia a dia. Seja como for, o fato real é que, ao regulamentar a união estável entre pessoas do mesmo sexo, a Corte maior da Justiça brasileira deu aos homossexuais os mesmos direitos dos casais heterossexuais. Ou seja, os gays garantiram no plano jurídico direito à herança do companheiro, ou companheira, pensão alimentícia em caso de separação, declaração conjunta do Imposto de Renda e o direito à adoção de filhos como casal, entre outros. Em Alagoas, da decisão do Supremo, em maio de 2011, até agora, cerca de 127 casais formalizaram a união, assegurando esses direitos. Segundo dados do Grupo Gay de Alagoas, organização não governamental que defende os direitos da população LGBT, 97 destes são casais lésbicos. A maioria dos que oficializaram o casamento tem mais de 40 anos de idade e boa parte fez o contrato de união estável diretamente nos cartórios civis, logo depois de anunciada a decisão do STF. Os que foram direto aos cartórios são, segundo o GGAL, pessoas de poder aquisitivo e escolaridade média ou alta. ?Porém, no último casamento coletivo que realizamos, mais de 90 porcento eram de pessoas de condição financeira baixa?, revela o presidente da organização, Nildo Correia. Ele revela que é crescente nesse segmento o interesses por oficializar as relações. Tanto que o GGAL tem registrado uma corrida de interessados em participar da segunda edição do casamento coletivo, marcada para o dia 26 de setembro próximo. ?E são mais casais lésbicos?, acrescenta Nildo.