Cidades
Aplicativo monitora tartarugas-marinhas
O Instituto Biota de Conservação desenvolveu um aplicativo para que a população possa ajudar no resgaste de tartarugas-marinhas e fazer denúncias de agressão praticada contra os animais. O aplicativo, que será lançado em um mês, agilizará o acesso aos animais, principalmente a partir de setembro, no começo das desovas. A localização, nesta semana, de cinco tartarugas no litoral alagoano ? duas na Praia de Jatiúca, duas em Cruz das Almas e uma na Barra de São Miguel ? chamou a atenção para a necessidade de monitoramento para prestação de possível socorro porque apenas o animal localizado na Barra estava vivo. Entre janeiro e julho deste ano, já foram encontradas 50 tartarugas no litoral do Estado. Segundo a veterinária Ana Cecília, é comum os animais chegarem muito machucados. ?Essa tartaruga, que é um filhote, chegou através de uma denúncia da Barra de São Miguel. Esse animal estava encalhado e chegou com laceração da nadadeira anterior direita. Assim que ele deu entrada, pôde-se constatar também pneumonia e iniciamos os tratamentos adequados?. Ainda de acordo com a veterinária, a pneumonia da tartaruga foi causada por poluição. Esta é a principal causa de doenças aos animais, como pneumonia e viroses, e laceração de membros devido a plásticos e redes de pesca. ?A amputação não é o mais grave nesse caso, mas sim a pneumonia. O animal só pode voltar à natureza quando terminar o tratamento. Vale ressaltar que a poluição do meio ambiente é o que causa a não volta desse animal para a natureza, e os óbitos também?, explica Ana Cecília.