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Falta de laudos atrasa investiga��o

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A investigação da morte da consultora de marketing Márcia Rodrigues Farias, de 48 anos, filha de um delegado federal aposentado, está emperrada devido à ausência de laudos que podem comprovar se houve suicídio ou homicídio. O corpo dela foi encontrado no dia 14 de agosto dentro de um dos quartos da casa do pai dela, em um condomínio localizado no município de Paripueira. O presidente da comissão designada para apurar o caso, delegado Tarcizo Vitorino, aguarda a Perícia Oficial liberar o resultado de dois procedimentos técnicos, considerados importantes para desvendar o mistério. Um deles é o exame residuográfico. Sem um laboratório específico em Alagoas, a Perícia Oficial ainda negocia um local para enviar as impressões coletadas na vítima e no pai dela para ser feita análise e atestar se havia pólvora nas mãos dos dois ou de um deles. A assessoria de imprensa da Perícia explicou que no dia da morte o perito responsável pelo exame na cena do crime coletou tanto na vítima como no pai dela o material para o exame residuográfico. O Instituto de Criminalística (IC), no entanto, aguarda uma vaga nos laboratórios dos estados parceiros que possuem o equipamento que realiza esse tipo de verificação. Ainda não há prazo para que os testes sejam feitos. O perito revelou que somente vai divulgar o laudo da morte violenta após a chegada do resultado do residuográfico. Este é mais um motivo para emperrar a investigação policial. O diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, Fernando de Paula, confirmou que o laudo do exame de necropsia no corpo já foi encaminhado à Polícia Civil. Nele, é confirmado que Márcia morreu por dois tiros ? um na altura no pescoço e outro no tórax.

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