Cidades
Greve afeta mais de 7 mil alunos
Professores e técnicos da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) entraram em greve na última segunda-feira, 22, deixando mais de 7 mil estudantes fora da sala de aula. Os servidores exigem do Estado o cumprimento de 12 promessas feitas na época da campanha eleitoral, em 2014. A paralisação não tem previsão de encerramento. Reajuste salarial, aumento da verba de custeio e progressão por tempo de serviço são três das 12 exigências dos funcionários da Uneal. Os servidores afirmam que a única forma que encontraram para chamar a atenção do governo foi por meio da paralisação das aulas em todos os campi da Universidade. O Sindicato dos Servidores Público da Uneal (Sinduneal) declarou que de todas as universidades estaduais no País, a Uneal é a que recebe a menor verba de custeio: cerca de R$ 300 mil direcionados para a manutenção e estruturação dos seis campi pertencentes à instituição. O sindicato informou ainda que o salário pago aos técnicos tem a média de R$ 930, também o menor do País. Outro ponto também defendido pelo sindicato é a progressão salarial por tempo de serviço aos professores. De acordo com Luiz Gama, presidente do Sinduneal, a não utilização do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) é uma das causas da migração da categoria para outras instituições. ?É um absurdo. Hoje, um professor da Uneal que trabalha há mais de trinta anos recebe o mesmo que um professor recente. Diversos profissionais públicos do Estado têm progressão por tempo de serviço. Esse problema causa uma evasão de professores capacitados, que acabam indo pra outras instituições?, afirmou o sindicalista. * Sob supervisão da editoria de Cidades.