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ANA investir� R$ 1 milh�o em projeto para despoluir lagoas

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Não será por falta de estudos técnicos e de projetos que Alagoas deixará de cuidar de suas bacias hidrográficas. O diretor de engenharia da Agência Nacional das Águas (ANA), Benedito Braga, e o coordenador nacional do Proágua, Paulo Varela, estão desde ontem em Alagoas para isso. Numa parceria com a Secretaria Executiva de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais (Semarhn), eles vão promover estudos sobre o complexo lagunar Mundaú-Manguaba e propor gestões visando a recuperação da qualidade da água dessa e de outras bacias hidrográficas do Estado. A execução de medidas com esse objetivo necessita de recursos, e isso, o representante da ANA confessa, é uma limitação neste momento ? em que houve corte geral no orçamento da União. Mas tanto ele quanto o secretário de Recursos Hídricos, Anivaldo Miranda, acreditam que fica muito mais fácil de resolver a partir de bons projetos. ?Um bom projeto nunca fica engavetado?, diz Benedito Braga. A visita dos dois técnicos a Alagoas visa fortalecer, segundo explicam, o programa de gestão dos recursos hídricos, levando um apoio mais intenso aos estados. ?A idéia do nosso trabalho é fazer planos de manejo das bacias hidrográficas, ocupação do solo e definição de práticas sustentáveis para o uso da água, com levantamento das situações existentes e proposições?, explica Benedito Braga. No caso de Alagoas, o foco principal, no momento, é o complexo lagunar Munda-Manguaba, cujo estudo, segundo Braga, está orçado em R$ 1 milhão. ?Precisamos fazer um plano de manejo, definir que tipo de tratamento é mais viável para reduzir a carga poluidora, inclusive para as cidades onde passam os afluentes?, observa. ?O importante disso tudo é que estamos trabalhando a integração dos projetos e articulação e hierarquização das ações. Muita coisa já foi feita até hoje, mas de maneira isolada, quando sabemos que não adianta tratar a lagoa e esquecer os rios que nela deságuam e as comunidades que os margeiam?, destaca Anivaldo Miranda.

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