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Uso de agrot�xicos foge ao controle

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) quer discutir com o Estado estratégias para suprir a deficiência na assistência técnica aos pequenos agricultores. Sem profissionais efetivos, e atuando com número insuficiente de bolsistas, essa deficiência tem levado a consequências preocupantes, como o uso desorientado e indiscriminado de agrotóxicos na produção de alimentos, o que coloca em risco a vida dos consumidores e desses trabalhadores rurais. De acordo com o procurador Rodrigo Alencar, com o desmonte da Emater e a demissão, ao longo deste ano, de aproximadamente 150 trabalhadores vinculados à Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais (Carhp), esse trabalho vem sendo feito por bolsistas, contratados de forma precária e em número insuficiente para dar cobertura ao Estado. ?Cerca de 77% dos produtores rurais em Alagoas são pequenos, com até 10 hectares de terra. Eles não têm condições de contratar um engenheiro agrônomo para acompanhar a produção. E como o Estado não tem assistência técnica efetiva, estão no completo abandono?, diz ele. Isso leva a uma série de consequências: uso indevido de agrotóxicos para controle de pragas, exposição inadequada ao produto, comércio clandestino e elevação dos riscos de intoxicação da população. ?Acredito que Alagoas tenha um dos mais elevados índices de contaminação de alimentos por agrotóxicos do País?, arrisca o procurador. O problema, segundo ele, vem sendo discutido no Fórum Alagoano de Combate aos Impactos Causados pelos Agrotóxicos, que reúne entidades representativas de produtores e trabalhadores rurais e órgãos de fiscalização e proteção ao trabalho e ao trabalhador, entre eles o próprio MPT. Numa reunião, na última terça-feira, o problema da falta de assistência e sua consequência na saúde pública foi abordado em reunião com a presença do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura (Sindagro), que criticou a substituição de servidores por bolsistas no trabalho de assistência técnica e pediu solução para o problema.

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