Cidades
Munic�pio n�o prev� novas passarelas
Avenida Durval de Góes Monteiro, quinta-feira, 10 horas da manhã. A passos lentos, num contraste perigoso com os carros que ali trafegam em alta velocidade, o aposentado Francisco Almeida, 70 anos, atravessa a pista que divide os bairros do Canaã e Santo Amaro. Faz isso com frequência. Alega dores nas pernas, que o desanimam a subir a rampa da passarela, a poucos metros dali. Segundo ele, o percurso fica muito mais longo. Prefere se arriscar na pista, embora garanta que sempre toma o cuidado de não se meter no meio dos carros. ?Só atravesso quando a pista está vazia?, defende-se. Pesado, cansado, sinais de corpo doente pela diabetes e hipertensão, José dos Santos, 55 anos, sobe lentamente a escadaria que leva à passarela. O esforço faz a subida mais demorada, mas é exatamente pela dificuldade de caminhar rápido que ele prefere não se arriscar na pista. Mora no Canaã há mais de 40 anos e já viu muito acidente na avenida. ?Eu não entendo por que tanta gente ainda continua se arriscando. É um vexame (pressa) que ninguém quer perder uns minutos a mais. Eu não me arrisco. Vou por aqui devagar. Prefiro demorar um pouquinho e chegar vivo do outro lado da pista?, diz ele. * Sob supervisão da editoria de Cidades