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Marcha pedir� sa�da de Temer

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A jornada de luta dos integrantes de movimentos sem terra teve continuidade ontem, na capital, com caminhadas e reuniões envolvendo, também, representantes do Judiciário e do Executivo. Pontos contidos na pauta de reivindicação da classe e que são considerados mais importantes foram discutidos com esses poderes e providenciados alguns encaminhamentos. Hoje, Dia da Independência do Brasil, está agendada mais uma edição do tradicional Grito dos Excluídos, um ato costumeiramente abraçado pelos movimentos sociais e que, este ano, pede a saída do presidente Michel Temer (PMDB). Ontem pela manhã, centenas de trabalhadores marcharam pelas principais ruas do centro de Maceió para chamar a atenção da sociedade aos problemas do campo. A principal bandeira de luta do movimento é a concretização da reforma agrária. No dia anterior, um grupo de camponeses ocupou a sede do Tribunal de Contas da União (TCU) em Alagoas para pedir o destravamento de processos para efetivação de terras. Após a marcha, uma comissão dos sem-terra foi recebida pelo desembargador Tutmés Airan. Em uma rápida audiência, os trabalhadores tentaram pedir o apoio do representante do Pleno da Corte a três processos que tramitam no Tribunal de Justiça (TJ). O principal deles é a concessão a alguns assentados de cerca de 1.500 hectares de terra, na zona rural do município de Junqueiro, que pertencem à Usina Guaxuma, do Grupo João Lyra. ?O desembargador nos avisou que foi feito um acordo das terras do governo do Estado com a massa falida. O termo já teria sido assinado com a ata lavrada. A partir de agora, o Executivo se encarregaria de fazer o encontro das contas, para oficializar quanto a usina deve ao Tesouro Estadual, e abater na dívida com a aquisição dessa terra. A pretensão seria o governo adquiri-la e repassá-la ao movimento?, explica o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Alagoas, Carlos Lima. De acordo com ele, após o passo seguinte ao abatimento da dívida, será a demarcação da área, que deverá ser feita pelo Instituto de Terras de Alagoas (Iteral). O território já está ocupado há pouco mais de dois anos por inúmeras famílias do Movimento Sem Terra (MST) e Via do Trabalho (MVT). O grupo deve permanecer no local com a efetivação que está prestes a ser concretizada. Ainda não há prazo, no entanto, para que o governo faça a revisão da dívida da massa falida.

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