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Filhos de m�es com HIV ficam sem leite

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Orientadas a não amamentarem seus filhos, que nasceram livres do vírus, mães portadoras de HIV, têm direito a receber do poder público alimentação para substituir o leite materno. Entretanto, desde o início deste ano, mais de 80 crianças estão sem o alimento em Alagoas. Tanto a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), quanto os municípios, têm falhado na oferta do leite artificial, o que está deixando desesperadas dezenas de mães. A maioria é de mulheres pobres, que não têm como custear o substituto alimentar. ?A oferta do leite é uma estratégia de prevenção, para evitar a contaminação dos recém-nascidos?, alerta a médica Adriana Ávila, responsável por pacientes com HIV atendidos no Hospital Escola Helvio Auto, da rede pública estadual. Segundo a médica, os danos a essas crianças são graves. Sem o alimento distribuído pelo poder público, e sem condições financeiras para comprá-lo, há risco de que as mães descumpram a orientação e amamentem, ato que gera alto risco de contaminação. O vírus HIV circula no leite de nutrizes infectadas, ressalta a médica. Além do perigo de contaminação, sem o leite os bebês terão seu crescimento e desenvolvimento prejudicados, afirma a nutricionista Patrícia Torres, do Hospital Helvio Auto. Há casos em que, sem outra alternativa, as mães alimentam seus bebês com farinhas e leites inapropriados, o que gera problemas de saúde, como diarreia e até desnutrição. ?As mães chegam aqui desesperadas, perguntando como vão alimentar seus filhos?, relata a nutricionista. Diante do apelo das mulheres prejudicadas, recentemente funcionários do Helvio Auto fizeram uma campanha de doação. A nutricionista reconhece que a iniciativa é um paliativo, mas admite que, no caso das duas mães que estiveram no ambulatório esta semana. foi uma grande ajuda.

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