Cidades
OAB/AL vai � Justi�a por pres�dio
Mesmo com todos os problemas que o sistema prisional e as custódias da Polícia Civil estão enfrentando, sendo a superlotação o maior deles, o governo anda não definiu quando vai começar a usar o novo presídio de Maceió. Com as obras físicas concluídas no fim do ano passado, a unidade continua fechada, com as 700 vagas que dispõe totalmente ociosas. A situação, disse o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Ricardo Moraes, é questionável, considerando principalmente a crise gerada em todo o sistema, especialmente na Casa de Custódia, o chamado Cadeião. ?O Cadeião tem presos em número três vezes maior que sua capacidade?, disse Ricardo Moraes, reclamando celeridade nas medidas necessárias ao funcionamento do novo presídio. Segundo ele, a Comissão de Direitos Humanos já está analisando novas ações, além das que já adotou em caráter administrativo, para que o governo utilize as vagas ociosas. A OAB/AL pode recorrer ao Judiciário para que o novo presídio seja disponibilizado, admite o advogado. A situação é drástica, diz o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen/AL), Kleyton Anderson, defendendo não só a utilização do novo presídio como a realização de concurso público para contratação de pessoal. ?A superlotação é um problema, assim como o efetivo reduzido para custodiar presos?, disse ele, apontando as tentativas e as fugas registradas no sistema, inclusive em unidade ditas de segurança máxima. O dirigente sindical cita a ação eficiente dos agentes, que, na madrugada desta quarta-feira, 7, impediram a fuga de reeducandos do Presídio de Segurança Máxima (PSM), situado no Complexo Prisional de Maceió. Em uma inspeção de rotina, os agentes descobriram que os presos tentaram serrar grades de um dos módulos do PSM, evitando a fuga dos oito reeducandos que ocupavam a cela.