Cidades
Estado registra um suic�dio a cada dois dias
No mês em que órgãos de saúde, médicos e entidades de preservação e amor à vida estão focadas na prevenção ao suicídio, um dado levantado por pesquisadores dos cursos de Medicina e Enfermagem das universidades Federal de Alagoas (Ufal) e de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) traz preocupação. É cada vez mais alto o número de pessoas que tiram a própria vida. No Estado, ocorreram 513 suicídios entre 2013 e 2015, o que facilmente se poderia atestar que a cada dois dias uma pessoa se mata em Alagoas. Recentemente, a Gazeta de Alagoas trouxe, na página verde, a entrevista com o coordenador e voluntário do Centro de Valorização à Vida (CVV), Carlos Correia, que traçou um panorama da situação do País e falou dos desafios de se implantar uma política nacional de prevenção ao suicídio para tentar atenuar os números. O Mapa da Violência já mostrava que entre 2002 e 2012 aumentou a quantidade de casos em 28,9%. A pesquisa feita pelas duas universidades alagoana mostra que as mortes foram registradas na faixa etária de 10 a 87 anos. E ainda apresentou Maceió, Arapiraca e Palmeira dos Índios como sendo as que registraram a maior quantidade de notificações. A capital, por exemplo, registrou 141 casos nos dois anos em que os números foram contabilizados. A cidade do Agreste teve 44, e Palmeira, 18. O Hospital Geral do Estado (HGE) emitiu um boletim no qual informa que, entre 2014 e junho de 2016, as tentativas de suicídio representaram a segunda causa mais frequente de violência atendida. Em 2014, foram 171 casos; 2015 teve 175; e até junho deste ano foram 85 casos. A maior proporção das lesões autoprovocadas foi registrada no sexo feminino. Foram 124 contra 47 de homens em 2014; 105 contra 70 em 2015; e 55 contra 30 em 2016. Os dados do HGE mostram, ainda, que as tentativas de se tirar a própria vida aconteceram em pessoas com faixa etária entre 30 e 39 anos, seguidas dos casos envolvendo o grupo de 20 a 29 anos. No sexo masculino, a maior incidência é de adolescentes e adultos jovens que tentam se matar. Em 2016, a faixa etária de 40 a 49 anos tem ficado em primeiro lugar, e as estatísticas revelam crescimento no índice de idosos que já passaram por esse drama.