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MAIORIA QUER EVITAR DESPESA COM M�DICOS

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Balconistas de algumas das farmácias de Maceió ouvidos pela Gazeta de Alagoas dizem ser muito comum o atendimento a clientes que querem uma indicação para resolver um problema de saúde. Na avaliação de um deles, a automedicação contribui para solução de problemas com mais economia. ?Perguntamos o que a pessoa está sentindo e recomendamos alguma coisa para ela tomar. É comum as pessoas virem à farmácia já com um remédio definido. Às vezes, temos que mandar a pessoa voltar porque é um remédio que precisa de receita?, confessa um balconista, que não quis se identificar. Outro profissional do mesmo ramo explicou ainda que a recusa na venda de medicamento sem prescrição médica deixa parte dessa clientela indignada. Motivo: a necessidade de pagar a consulta médica para que se tenha acesso ao medicamento pretendido. De acordo com o presidente do CRF, Alexandre Correia, a lei permite que farmacêuticos façam a prescrição de medicamentos isentos da necessidade de receita médica. Ele diz que o ato de dispensação é privativo pelo Decreto Nº 85.878 do profissional farmacêutico. ?Temos uma resolução que autoriza o farmacêutico a prescrever como outros profissionais prescrevem, mas é somente para medicamentos isentos de receita médica?, justifica Alexandre Correia. Para o presidente do Cremal, Fernando Pedrosa, a população se acostumou a querer sanar diversos problemas ingerindo medicamentos. ?Temos um problema cultural no Brasil, que é resolver qualquer problema com medicação. Não existem medicamentos sem efeitos adversos. A diferença entre o veneno e o remédio é a dose. A classe médica condena essa prática de automedicação?. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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