Cidades
Sem-teto retornam a edif�cio abandonado
Abandonada há quase uma década, desde que foi embargada pela Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), em 2008, a estrutura-base do que seria o edifício Nápolis, vizinho à Catedral Metropolitana, no centro de Maceió, está novamente virando abrigo de sem-teto. Sobre a estrutura de concreto, em área descoberta, as barracas se proliferam. Na parte de baixo, onde seria a garagem, ficam os ?dormitórios?, protegidos da chuva. Ali mesmo os moradores conseguem água pra lavar roupa e cozinhar, embora, na maioria das vezes, as panelas estejam vazias. Muitos vivem da caridade de pessoas ligadas à igreja, mas a sujeira, o acúmulo de água e até as condições da ocupação indevida, com a presença de usuários de drogas, preocupam e incomodam a vizinhança, que pede providências. A situação já foi mostrada pela Gazeta, em reportagem publicada no dia 15 de junho. Na ocasião, os sem-teto haviam desocupado a área e operários ligados à construtora Ancil, responsável pelo arcabouço da obra, fizeram a limpeza do local, a pedido dos moradores vizinhos, entre eles o frei José Maria, um religioso da Casa Ranquines, localizada em frente à obra abandonada, que dá assistência a moradores de rua. Na época, o religioso alertou para a necessidade de isolar o acesso à obra, para evitar novas invasões. Mas a estrutura de alvenaria continuou com livre acesso e voltou a ser ocupada por moradores de rua e a acumular sujeira. Uma das principais reclamações é com a proliferação de mosquitos e roedores e a possibilidade de doenças por eles transmitidas. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o prédio tem recebido visitas periódicas das equipes do órgão, e que na última inspeção, realizada neste mês de setembro, não foi encontrado nenhum foco de mosquito no local.