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Policiais civis amea�am parar nas elei��es

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O governo do Estado terá de correr para apresentar uma nova proposta aos policiais civis, mais precisamente até a próxima sexta-feira, quando deve acontecer uma assembleia geral. É que a categoria ameaça cruzar os braços durante as eleições municipais do dia 2 de outubro. O sindicato quer que os cerca de 1.600 agentes e escrivães da Polícia Civil recebam o piso salarial de R$ 5.500 e não mais os R$ 3.060. Está também confirmada para hoje uma paralisação de 24 horas, que deve afetar o funcionamento das delegacias. O sindicato sabe que nem todos deixarão de trabalhar, mas aposta ?numa grande adesão? contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/2016 e o Projeto de Lei Complementar (PLC) 54/2016, que tramitam no Congresso Nacional e acarretariam no congelamento de salários e na privatização de serviços. ?Essa é uma paralisação nacional definida pelo movimento para o dia 21 de setembro por causa da PEC. Essa luta deveria envolver todos os servidores e não apenas os policiais civis, mas vamos fazer a nossa parte. Ninguém trabalha amanhã?, determina o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), Edeilto Gomes. A mobilização acontece no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em Mangabeiras, logo pela manhã. Sobre a possibilidade de greve durante as eleições, o sindicalista reforça que aguarda da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) uma nova proposta sobre reajuste do piso salarial até sexta-feira. ?Se isso não acontecer, vamos estudar o que será feito, mas há a possibilidade real de parar nas eleições. Haverá prejuízo para a sociedade. Se isso acontecer, haverá problemas para dar andamento a procedimentos de investigação sobre crimes eleitorais?, avalia Edeito Gomes.

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