Cidades
Trabalhadores protestam contra medidas do governo
A Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL) estima que 3 mil pessoas participaram, ontem, de mais um ato contra a política de privatização do governo Michel Temer (PMDB) e prováveis mudanças em regras da Previdência Social e da legislação do trabalho, que consideram serem prejudiciais aos trabalhadores. De amplitude nacional, em Alagoas a mobilização contou com a participação de várias entidades sindicais do funcionalismo público, como os sindicatos dos professores, dos urbanitários e dos policiais civis. Segundo a presidente da CUT/AL, Rilda Alves, o ato de de ontem e outro que está previsto para o dia 29 próximo são preparatórios para a greve geral que as centrais sindicais pretendem realizar na segunda quinzena de outubro próximo. ?Temos que fazer o enfrentamento com o governo e até com o Congresso Nacional, diante de medidas prejudiciais aos trabalhadores?, disse a dirigente cutista. Ressaltando o caráter pacífico da manifestação, Rilda cita ainda o Projeto de Lei 257, que estabelece o Plano de Auxílio aos estados e ao Distrito Federal e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal, e a Proposta de Emenda Constitucional 241, que congela investimentos públicos por 20 anos, como exemplos de medidas que ameaçam direitos já conquistados pelos trabalhadores. Ela lembrou que o PLP 257 ?representa um ataque aos serviços públicos, aos servidores, e prevê o congelamento do salário mínimo?, devendo por isso ser duramente combatido pelos movimentos sindicais e sociais. Já aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto está em discussão no Senado, onde os movimentos farão novas mobilizações. ?É por estar esperando a aprovação do PLP 257 que o governo de Alagoas ainda não negociou o reajuste salarial das diversas categorias de servidores públicos?, afirma a presidente da CUT, explicando a presença massiva de funcionários estatais nos atos e nas manifestações.