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MULHERES S�O MAIORIA NO ENEM

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Aos 16 anos de idade, cursando o segundo ano do ensino médio numa escola pública da capital, a jovem Jaíne Milene sabe muito bem o que quer: conseguir uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingressar no curso de Medicina de uma universidade pública. Sabe que o caminho não é fácil, por isso vem se preparando desde o ano passado, fazendo cursinho no contra-turno escolar, estudando em casa e participando, desde então, do processo seletivo. Na mesma sala, Yasmim Ventura, 17 anos, aluna do 3º ano de uma escola particular, também se prepara para o vestibular de Fonoaudiologia. Decididas, estudiosas, focadas no objetivo de conseguirem o que querem, elas fazem parte de um universo estatístico que vem projetando cada vez mais a participação das mulheres nos processos preparatórios e seletivos que dão acesso às escolas de nível superior. De acordo com o balanço feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ? autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC) ?, as mulheres representam 58% das quase 8,7 milhões de inscrições confirmadas em todo o País para o Enem em 2016. Em Alagoas, esse percentual é ainda maior. Dos 143,7 mil inscritos, 85,8 mil são do sexo feminino, o que dá um percentual de 60%. Apenas 57,9 mil (40%) são do sexo masculino, segundo o Inep. Os números refletem na presença majoritária das mulheres também nos cursos preparatórios e nas salas de aula das universidades, embora em alguns cursos, sobretudo os que se enquadram na área das Ciências Exatas, a maioria ainda é masculina. ?Existe um certo equilíbrio. Numa sala de Engenharia, os meninos são maioria; nos cursos de Ciências Humanas, são as meninas?, testemunha o professor José Góes, que leciona na Universidade Federal de Alagoas e num cursinho preparatório, em Maceió. Na sua avaliação, de uma maneira geral, seja no pré-vestibular ou na faculdade, as meninas têm demonstrado não só maioria quantitativa, mas também maior foco e dedicação ao aprendizado. ?Coisas da natureza feminina?, avalia ele. Para as estudantes Jaíne e Yasmim, a competitividade existe de qualquer maneira, seja para homens ou mulheres, e a concorrência que irão enfrentar para ingressar na universidade ou no mercado de trabalho depende muito mais da preparação e do potencial de cada um do que simplesmente de uma questão de gênero.

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