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N�mero de doadores ainda � baixo

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Alagoas tem 275 pessoas na fila de espera por um transplante de órgão. No entanto, o ato que poderia salvar uma vida ainda enfrenta enorme resistência por parte dos familiares de mortos que poderiam ser doadores. De acordo com dados da Central de Transplantes de Alagoas, 55% das famílias se negam a autorizar a doação, muitos, por falta de informação sobre a vontade da pessoa falecida; outros, em nome de uma cultura de preservação do corpo íntegro para sepultamento. Este ano, no primeiro semestre, foram realizados no Estado 59 transplantes, sendo 47 de córnea, dez de rins e dois de coração, segundo dados da central. Na avaliação da coordenadora da unidade, Eyre Malena, é preciso quebrar paradigmas e sensibilizar as pessoas sobre a importância desse ato, para que esses números possam aumentar. ?Ainda é baixo o número de aceitação?, diz. Na opinião de Malena, os dois argumentos de recusa poderiam ser neutralizados com mais informações que quebrassem esses tabus e sensibilizassem as pessoas sobre a importância da doação de órgãos. ?É preciso conversar sobre isso em família, quebrar tabu, falar sobre a morte e deixar claro o desejo de doação dos órgãos. É só pensar na possibilidade de estar, de um lado, diante de um diagnóstico de morte encefálica, que é irreversível; e do outro, alguém que luta desesperadamente pela sobrevivência enquanto espera o único recurso terapêutico que pode lhe garantir a vida, que é o transplante de órgão?, diz ela. ?Outra situação é em relação à integridade do corpo. Há pessoas que pensam que a retirada de órgãos vai deixar o corpo do parente falecido aberto, inviabilizando o velório. Isso não existe. A retirada de órgãos é um procedimento cirúrgico completo, seguindo todas as normas de uma cirurgia moderna. O corpo ficará íntegro para o sepultamento. É preciso quebrar esses paradigmas?, explica ela.

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