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Estado de greve � mantido na Ufal

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Mobilizados por sua entidade de classe, os professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) decidiram, em assembleia realizada ontem, se manter em estado de greve. A categoria pode se juntar às centrais sindicais que defendem a realização de uma greve geral no País prevista para a segunda quinzena do próximo mês. As centrais, como a CUT e a CGT, querem barrar reformas que podem mudar as regras para aposentadoria e a regulamentação do mercado de trabalho. No mesmo movimento, são contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16 e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/16 que, segundo as entidades, trazem prejuízos aos servidores públicos, em todos os níveis da administração. Depois de mais de três horas de discussão, os docentes da federal alagoana decidiram aguardar a unificação entre as categorias rumo à greve geral. Ao longo da assembleia, os docentes enfrentaram a reação de estudantes de diversos cursos, que se organizaram dentro do campus para manifestar posição contrária à greve na instituição. A direção da Associação dos Docentes (Adufal), que realizou a assembleia no Centro de Interesse Comunitária, dentro do campus A.C. Simões, garantiu a participação do estudantes, que puderam se manifestar, por voz, no ato dos professores. ?Propomos um debate amplo, com todos os segmentos que compõem a comunidade acadêmica, para discutir alternativas de enfrentamento dessas questões?, declarou o estudante João Fillipy de Lima Nunes, membro da comissão que organizou o movimento contra a greve.

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