Cidades
Clonagem pode causar muita dor de cabe�a
Se deparar com multas de trânsito sem ter cometido a irregularidade pode tirar qualquer condutor do sério. A ideia de ser convocado pela polícia por ter o veículo ligado a um crime que não cometeu, certamente, deixa qualquer motorista assustado. Quando um dos dois casos acontece, o proprietário do veículo finalmente se dá conta de que que teve o carro ?clonado?. Em Alagoas, 94 carros haviam sido identificados nessa situação, conforme números levantados até o último mês de agosto. Em 2015, dados da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC) revelam que 147 casos como esse foram registrados pela polícia. Segundo a delegada-coordenadora da DRFVC, Maria Angelita, esses números podem ser ainda maiores, porque existem carros clonados circulando que não foram fiscalizados. Em outros casos, os verdadeiros proprietários ainda não têm conhecimento da fraude. Angelita explica que o trabalho de investigação desse tipo de crime tem sido intenso e adianta que existem vários casos sendo apurados. A adulteração da placa e chassi dos veículos, normalmente, é feita por quadrilhas especializadas, pois a atividade ilegal passa por etapas como o roubo ou furto do automóvel. Assim, o grupo termina cometendo três ou quatro delitos em uma única ação criminosa. Normalmente, para simular que um carro roubado está em situação legal, os bandidos roubam e clonam automóveis da mesma marca, modelo e ano. Entre os veículos mais clonados, a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos destaca os utilitários e motocicletas. ?Não existe uma preferência, mas vemos uma incidência maior de clones em carros maiores e mais caros, como caminhonetes. Mas há também uma grande incidência de motocicletas adulteradas, inclusive utilizadas na prática de assaltos?, relata a delegada. * Sob supervisão da editoria de Cidades