Cidades
Policiais fazem vig�lia � porta da Seplag
Com a intenção de adiantar uma reunião com o governo do Estado para avançar na pauta de reivindicação, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) marcou para hoje, a partir das 9h, uma vigília em frente à Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), no centro de Maceió. A categoria decidiu suspender o indicativo de greve para o último de fim de semana para não desfalcar a segurança pública durante as eleições. Os policiais civis estão em campanha para exigir, principalmente, a implantação do piso salarial de R$ 5.500, além de melhores condições de trabalho e a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios (PCCS). O governo de Alagoas marcou uma reunião com o Sindpol para o dia 11 deste mês, onde é esperado o anúncio de uma proposta, já que os pedidos da classe foi negado pela gestão. No total, são 23 pontos contidos na pauta com o objetivo de garantir a valorização dos profissionais. O piso salarial exigido pela categoria poderia ser pago em duas vezes, sendo a primeira em setembro deste ano (já como retroativo) e a segunda seria para janeiro de 2017. Além da cobrança salarial, há o pedido de pagamento de risco de vida e de insalubridade, a correção dos valores do adicional noturno e da verba de alimentação, dentre outros. O governador Renan Filho (PMDB) não aprovou nenhum ponto desses até o momento. Após esperar tanto, o sindicato sinalizou uma nova paralisação, mas as eleições municipais e o respeito à sociedade foram os motivos do adiamento. Segundo o vice-presidente do Sindpol, Edeilto Gomes, a classe exerce um papel muito importante durante o processo eleitoral. ?Entendemos que a sociedade alagoana precisa exercer sua cidadania, seus deveres, para garantir seus direitos votando. Nossa classe é muito importante durante as eleições e, após um apelo e elogios do presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), decidimos não entrar em greve?, afirmou. Alagoas ocupa o 25º lugar no ranking dos pisos salariais dos policiais civis no Brasil, além de também ter o pior piso de servidores dessa carreira com nível superior no País. É por isso que as mobilizações da categoria estão tomando novos direcionamentos. Gomes explicou ainda como os policiais civis vão fazer para combater a desvalorização dos profissionais. * Sob supervisão da editoria de Cidades.