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Concorridas festas deixam saudade da �poca dos melhores carnavais de Macei�

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VALMIR CALHEIROS Antigos cronistas citam a aristocrática Fênix Alagoana como vanguardeiro entre os clubes que promoveram, até há cerca de três décadas, juntamente com o Jaraguá Tênis Clube, Iate Clube Pajussara, Alagoas Iate Clube (Alagoinha), Portuguesa, entre outros, as mais concorridas festas carnavalescas em Maceió. Isto, antes da iniciativa da prefeitura municipal transferir do centro comercial da cidade para a região das praias a folia nas ruas. Era no tempo em que só havia frevança na orla marítima nos tradicionais Banhos de Mar à Fantasia. A contar daí, os festejos do Reinado de Momo começaram a perder em animação e brilho na capital alagoana que, como lembrou, em um de seus escritos, o professor e jornalista Luís Veras, teve, até a metade do século passado, mais de 50 associações carnavalescas. Sem falar nos clubes modestos, nas troças, nos blocos dos arrabaldes. E nas escolas de samba, surgidas no Estado em anos mais recentes, incluindo as primeiras alagoanas, como a Jangadeiros, várias vezes campeã, que mais uma vez deixa de desfilar por causa da escassez de recursos. Nos primeiros anos da Fênix, seus freqüentadores chegavam a cavalo. Ali, no carnaval de 1915, houve a apresentação de uma primeira quadrilha formada por 64 pares, enquanto 30 senhoras e senhoritas permaneciam sentadas. E por muito tempo, foram apresentadas as mais belas e ricas fantasias e criativas máscaras. Nessa época do ano, esse e outros clubes alagoanos tinham seus carnavais animados por importantes orquestras do Rio de Janeiro, de outros Estados, e alagoanas, entre as quais as campeoníssimas de Fausto, Passinha e, de Ildo Rafael, a Big Banda Show. Outras atrações Em 1933, segundo o pesquisador Miguel Vassalo, ex-diretor do Museu da Imagem e do Som (Misa), um boneco de papelão foi o nosso primeiro Rei Momo. Mas foi Setton Neto que permaneceu à frente do ?império da folia? por várias décadas. E quando os carnavais ainda aconteciam, principalmente na Rua do Comércio, no Quartel do Frevo, na Praça Moleque Namorador, em Ponta Grossa. Também no coração da cidade eram realizados os tradicionais corsos ? desfiles de automóveis ornamentados com capota aberta, o lança-perfume inebriante e as batalhas de confetes e serpentinas. Antes de os foliões passarem a usar a maisena, recorrer ao mela-mela e à brincadeiras mais agressivas. Todas essas atrações fazem parte do passado, repleto de manifestações populares. De personagens da época que jamais seriam esquecidos como Rás Gonguila com o célebre Cavaleiros do Monte, Moleque Namorador e Pedro Tarzan. Dos memoráveis entrudos e bailes à fantasia. Dos blocos, como ?Nega Juju?. Das marchinhas como ?Sururu da Negra?. Das legítimas tradições populares que garantiram os melhores carnavais de rua dos alagoanos, a exemplo de os ?Ciscadores?, ?Bacuraus?, ?Vassourinhas?, ?Filhos da Montanha?, ?Parafusos?, ?Maroins?, ?Os Morcegos? ? blocos esses que, se ainda sobrevivessem, teriam, segundo Veras, mais figurantes que as nossas escolas de samba. Sem esquecer o ainda sobrevivente Vulcão, formado por integrantes da Polícia Militar; e tantos outros blocos e agremiações, como o ?Vareta de Aço?, ?Pitanguinha vai à Lua?, ?Bomba Atômica?, ?Vou Botar Fora?, ?Cara Dura?, ?Sai da Frente?. E ainda os carnavais dos anos 30 em Bebedouro, a ?República da Alegria?, proclamada pelo jornalista Bonifácio Silveira. E o carnavalesco José Teófanes da Silva, o ?Zé Delegado?, que ficou na história dos nossos carnavais com o bloco ?Amigo da Onça?. Entre outros.

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