Cidades
Aterro de metralha p�e meio ambiente em risco
O uso de um terreno baldio, no bairro de Jacarecica, em Maceió, para descarte de restos de material de construção tem gerado transtornos e muitas reclamações de moradores que vivem na região. Eles preferem não se identificar, temendo retaliações, mas afirmam que há anos o terreno virou depósito de metralha trazida por carroceiros e que o material é aterrado temporariamente, provocando assoreamento no Rio Jacarecica. Ontem pela manhã, após mais uma denúncia da vizinhança, a Gazeta de Alagoas foi ao local e constatou a presença de um trator fazendo o aterro, empurrando a metralha para muito próximo do Rio Jacarecica. Segundo os moradores, nessa operação ? contratada pelo próprio dono do terreno ? o material acaba sendo empurrando para o leito do rio, causando prejuízos ambientais. De acordo com a assessoria da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum), nem o descarte nem o aterro da metralha foi autorizado pela instituição. A assessoria informou que o terreno é privado e deveria estar murado ou cercado para evitar esse tipo de ação, conforme as regras do Código Municipal de Limpeza Urbana. Informou também que houve uma notificação há 4 anos, sobre a situação e que uma nova averiguação será feita no local, nesta terça-feira, podendo resultar em nova notificação. De acordo com informações dos moradores, o terreno ? localizado na Rua Professora Noêmia Gama Ramalho ? pertence ao ex-tenente-coronel PM Manoel Cavalcante, cujo histórico de líder da chamada ?Gangue Fardada? ? organização criminosa que agiu em Alagoas na década de 1980 ? lhe deu fama de valente.