Cidades
Atividade emprega 11 mil em Alagoas
Cícero Andrade disse que se a proibição da vaquejada for levada adiante vai gerar desemprego nos estados do Nordeste. Gente que não sabe fazer outra coisa da vida deve sofrer para conseguir o sustento da família. ?Eu não quero nem entrar na questão cultural. Isso vai gerar desemprego. São mais de 600 mil empregos no Nordeste. Imagina que muitos desses vaqueiros não têm nem o primeiro grau completo e ganha mais do que o salário-mínimo por mês?. Ainda de acordo com o presidente da Avaq, foi feito um estudo que apresentou o seguinte resultado: a atividade emprega mais de 11 mil pessoas em Alagoas. ?No nosso estado, o nosso público da vaquejada supera o do futebol. Empregamos mais do que a empresa Braskem. São mais de 500 pistas espalhadas pelo nosso estado?. Vaqueiro profissional há 20 anos, Adriano da Silva, 36, participou da mobilização em Maceió. Morador de Coruripe, sustenta a mulher e os quatro filhos com a competição. ?Vivo da vaquejada. Eu não sei ler. Se isso acabar não sei o que vou fazer?. Já o engenheiro civil Otávio Teixeira é vaqueiro amador e participou este ano de 8 competições. ?Acho que essa decisão foi muito drástica. É preciso conversar, discutir o assunto. Não concordo, pois não houve diálogo?.