Cidades
�guas-vivas se alastram no litoral
A proliferação rápida e volumosa de uma espécie de água-viva na região estuarina do Rio Meirim, no bairro Pescaria, localizado no Litoral Norte de Maceió, está assustando pescadores e banhistas e preocupando pesquisadores e ambientalistas. O biólogo Juliano Fritscher, do Instituto do Meio Ambiente (IMA), diz que as águas-vivas são de uma espécie nativa do Mar vermelho, no Egito, e afirma não saber como se desenvolveram em Alagoas. Segundo ele, o fenômeno de ocorrência desses seres é raro no Brasil. O único registro científico de que se tem notícia ocorreu em um canal de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, mas em quantidade muito inferior ao volume detectado no território alagoano. O fenômeno despertou a atenção de pesquisadores da USP e UNESP que estão na região realizando estudos. O IMA e o Instituto Biota também estão monitorando a área, que, segundo Juliano, se estende por aproximadamente 5 hectares, entre o Hotel Pratagy e a Associação do Banco do Brasil (AABB). ?Aqui são milhares de indivíduos que se proliferaram de maneira rápida. E são enormes; algumas são do tamanho de uma pizza?, diz o pesquisador Sérgio Stampar, da Unesp, que está estudando o ciclo de vida desses seres e averiguando como controlar a população e evitar que invadam outras áreas.