Cidades
Blocos de frevo podem desaparecer dos carnavais
FÁBIA ASSUMPÇÃO Apesar da invasão do axé music e do pagode, os blocos de frevo de Maceió continuam mantendo a tradição. Mas este pode ser o último ano que blocos de frevo entram na avenida. Segundo um dos organizadores dos desfiles dos Blocos de Frevo, José Hilton (Prego), a ajuda dada pelo governo do Estado e a Prefeitura este ano foi vergonhosa. ?Os blocos ganharam R$ 3 mil, quando alguns gastaram mais de R$ 10 mil?, reclama Hilton. Ele argumenta que são os blocos de frevo que mantêm o carnaval de rua vivo, mas são os que menos recebem ajuda do poder público. ?A prefeitura investe mais nos ?blocos de elite?, que só desfilam nas prévias e no carnaval não fica nenhum aqui?. Apesar de todas as dificuldades, dez blocos confirmaram presença no desfile deste domingo, a partir das 21 horas, no percurso entre o Iate Clube Pajuçara e o Hotel Enseada. Cada um vai levar em média de 300 a 400 foliões à avenida. O primeiro a entrar na avenida será um dos blocos de frevo mais antigos de Maceió: o Cavaleiro do Monte. Na seqüência saem o Daqui Não Saio, Bonecos da Cidade, Sai da Frente, Água de Ouro, Ganso na Folia, Bolão de Frevo, Meninos no Canto da Cidade, Tokapega e Poço na Folia. Eles vão concorrer a prêmios de R$ 3 mil, para o primeiro lugar; R$ 2 mil para o segundo lugar e R$ 1 mil para o terceiro colocado. Os julgadores do desfile dos blocos analisam os quesitos estandarte, fantasia, evolução, organização e orquestra. Mesmo com a pouca ajuda oficial, os blocos de frevo garantem a alegria do carnaval de rua de Maceió. E todos os anos atraem um grande número de foliões à Praia de Pajuçara. A previsão é de que os desfiles dos blocos só terminem na madrugada da segunda-feira de carnaval.