Cidades
BANDO SIMULAVA ACIDENTES PARA RECEBER INDENIZA��ES
A Justiça recebeu, no mês passado, a denúncia de estelionato oferecida pelos promotores que integram o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MPE), contra David Alves da Silva, de 31 anos; Adelson Clementino da Silva Neto, de 33; Arthur Silva Araújo Neto, de 27; Cristiano Cordeiro da Silva, 37; e Thyna Fabrícia de Oliveira Rocha, de 38 anos. O grupo é acusado de aplicar um golpe contra o seguro Dpvat em Alagoas. Cristiano era agente de medidas socioeducativas e foi preso pela Polícia Civil na Unidade de Internação Masculina (UIM), onde trabalhava. O bando, de acordo com a investigação feita pelo 12º Distrito Policial (DP), com sede em Rio Largo, estava atuando desde 2013, sobretudo na capital. Para conseguir a vantagem ilícita junto à seguradora Líder, a polícia informou que o grupo falsificava documentos simulando acidentes de trânsito, recebendo parte de indenizações indevidas, sendo o esquema descoberto por meio de auditoria interna da empresa, feita a partir do pedido de indenização formulado por Thynia Rocha. Nas fraudes, David (considerado o líder da quadrilha), Adelson, Cristiano e Arthur agiam em comunhão de desígnios, aliciavam pessoas, solicitando os documentos pessoais delas e, com essa papelada, simulavam ocorrências de trânsito, falsificando boletins de ocorrências da polícia, boletins médicos e laudos de exames de corpo de delito, utilizando os documentos falsificados para pleitear, junto à seguradora Líder, o pagamento de indenizações por acidentes que não haviam ocorrido. Em depoimento, possíveis vítimas do golpe (que tiveram os nomes relacionados) relataram como se envolveram no esquema. Thynia também confessou a participação nessas fraudes.