Cidades
A ARTE DE EDUCAR PARA A VIDA
Diante das dificuldades diárias, a única coisa que os educadores podem celebrar neste 15 de outubro, Dia do Professor, é o amor à profissão que ainda resiste. Com uma carga horária extensa, baixa remuneração e sentindo a falta de reconhecimento por parte dos órgãos competentes, a classe reafirma que a vocação é a base do professor. Os professores Sandro Basílio, de 39 anos, e Nadjelson Nogueira, de 61 anos, atuam na Escola Estadual Aurelina Palmeira de Melo, situada no Vergel do Lago, em Maceió, e são a prova da devoção que os educadores compartilham pela profissão. Quando era criança, Nadjelson Nogueira costumava jogar futebol no local onde hoje funciona a escola e ajudou inclusive os pedreiros que construíram o equipamento. ?Estudei aqui, me formei professor e retornei para lecionar Educação Física aqui na escola. Meus filhos e sobrinhos também puderam concluir os estudos nessa escola, onde eu investi cerca de 30 anos da minha vida?. Ele revela que teve a oportunidade de investir em outras carreiras, mas deixou tudo para continuar na luta de ser professor e se alegra em ter filhos professores. Sandro Basílio é morador do bairro e tem um carinho imenso pela escola onde estudou e hoje leciona. ?Eu me espelhei em professores que tive aqui e hoje eu sei que ser professor vai além da questão financeira. É uma questão de vocação, porque, quem não gostar da profissão, não conseguirá ser um bom professor ao longo da carreira, porque isso fica evidente na aula que se dá, na postura do professor. Eu tenho um bom relacionamento com meus alunos, costumo ser simples e direto com eles e fazê-los entender o que é realmente necessário e cumprir aquilo que eu me propus a fazer?. Com alunos no último ano do ensino médio, Sandro acredita que alguns têm vergonha de assumir que se interessam em ser professor, mas que quando têm a oportunidade começam a gostar, e assim se tornam mais um educador. E em tempos de tecnologia, Sandro avalia que o professor precisa estar antenado com as novidades, para não acabar ficando para trás. O perfil do estudante atual é diferente daquele há 20 anos. E o professor precisa saber usar as ferramentas modernas, lembrando que em nenhum momento ela substituirá o professor. Mas se ele não usa, fica para trás.