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Sindapen contesta governo

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Numa entrevista coletiva, ontem, dirigentes do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL) contestaram a decisão do governo do Estado de recorrer a cadetes da Polícia Militar (PMAL) para atuar nas unidades prisionais durante a visita de familiares de presos. ?Foram enviados 180 cadetes, que fizeram a seguranças dos presídios no fim de semana. Enquanto no dia a dia são seis agentes penitenciários, em média, em cada unidade?, reclamou o presidente do Sindapen, Kleiton Anderson. Segundo ele, embora tenha assegurado que os familiares visitassem os reeducandos, a medida representa sérios riscos à segurança do sistema prisional. ?Os militares não têm experiência em custódia. A revista foi malfeita, entrou quem quis nos presídios?, disse o sindicalista, revelando que a entidade de classe dos agentes penitenciários vai recorrer ao Ministério Público Estadual para denunciar o que define como irregularidade. A mobilização da categoria visa pressionar o governo a realizar concurso público, alega Kleyton Anderson, pois a quantidade de agentes é insuficiente para a custódia da grande quantidades de presos que tem hoje o sistema prisional de alagoas. Para exemplificar, o dirigente do sindicato diz que no Cadeião são seis agentes para custodiar 750 presos; no Cyridiao Durval, são oito agentes para 800 presos; e no Baldomero Cavalcanti, são 10 agentes para 1.300 presos. Atualmente, revela o Sindapen, existem 635 agentes efetivos, quando o quantitativo ideal seria 1.200.

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