Cidades
Atendimento para c�ncer � debatido
?Quem tem câncer, tem pressa?. Além de ser a dura realidade de muitos alagoanos, esse foi o tema de uma audiência pública realizada ontem, na sede do Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL), no bairro do Barro Duro, em Maceió. Representantes de instituições públicas, órgãos de fiscalização e da sociedade civil compareceram à reunião para discutir os avanços e dificuldades de acesso às ações e serviços de prevenção e tratamento de pacientes oncológicos em todo o Estado de Alagoas, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A audiência, convocada pela procuradora da República, Roberta Barbosa Bomfim, faz parte de um inquérito civil que tramita na Procuradoria da República em Alagoas (PR/AL), visando garantir o diagnóstico e o tratamento eficazes no caso de neoplasia maligna. Duas audiências públicas para tratar do mesmo assunto ocorreram nos anos de 2014 e 2015 e, desde então, reuniões bimestrais são realizadas com o intuito de acompanhar as medidas adotadas pelos órgãos públicos envolvidos. Estiveram presentes na audiência representantes das secretarias de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), Municipal de Saúde (SMS), Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes, Santa Casa de Misericórdia, Hospital do Açúcar, Defensoria Pública da União, Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), da Rede Feminina de Combate ao Câncer e do Grupo Mama Renascer. Neste mês de outubro, com a campanha do Outubro Rosa, a audiência manteve o foco no tratamento de pacientes alagoanos portadores de câncer de mama. Um dos pontos discutidos foi o número de consultas iniciais que auxiliam no diagnóstico do câncer de mama que o município de Maceió oferece. A SMS informou que, atualmente, são ofertadas, aproximadamente, 55 consultas semanais para pacientes da primeira macrorregião de saúde, realizadas na Santa Casa de Misericórdia de Maceió e no Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes, gerando a média de 220 consultas referentes ao câncer de mama mensalmente. No Hospital Universitário (HU), a triagem e as consultas são realizadas por oncologistas clínicos. Já na Santa Casa, o atendimento é feito pelo cirurgião de acordo com a especialidade a que foi encaminhado. As secretarias de Saúde expuseram o andamento de pontos levantados na última reunião, a fim de mostrar os avanços e as dificuldades encontradas desde o último encontro.