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Obra faz usu�rios enfrentarem longa jornada at� destino final

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As obras que estão sendo realizadas pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) com o objetivo de modernizar o sistema ferroviário que liga Maceió a Rio Largo tem dividido opiniões entre os usuários. As viagens de trens e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) entre as estações do Bom Parto e a Central, no centro de Maceió, foram suspensas há um mês. Para quem depende desse transporte, o fim da linha revela uma longa jornada até o centro da cidade, que precisa ser feita de ônibus coletivo, transporte alternativo ou até mesmo a pé. O ponto de embarque e desembarque tem sido a estação improvisada no Bom Parto. Nas primeiras viagens do dia, o VLT conduz homens, mulheres, crianças e idosos que, ao chegarem no trecho em que a obra se desdobra, saem caminhando em uma verdadeira procissão, a maioria com destino ao centro de Maceió. A repositora Jucilene Lins, de 25 anos, trabalha em uma loja no centro de Maceió e desde que o trecho foi interditado para a execução das obras, a jovem tem sofrido para chegar ao trabalho. ?Eu venho da estação de Lourenço e chego aqui no Bom Parto perto das 8h. Tenho que sair correndo para chegar no trabalho. Faço o restante do caminho a pé porque eu não tenho dinheiro para pagar o ônibus, porque. do meu salário, eu consigo pagar a passagem de trem (R$ 0,50), mas pagar R$ 6,30 todo dia para terminar a viagem até o Centro é impossível. Só me resta ir andando até o Centro pela manhã e voltar no começo da noite?, reclamou. As primeiras viagens do dia são as que mais transportam usuários. E tem gente que aproveita o movimento para ganhar uma renda extra. Maria Antônia mora em frente à parada improvisada no Bom Parto e relata que o VLT que chega por volta das 7h é o mais lotado. ?Tem um trem que chega de 6h40, e quando o povo desce e sai andando pela rua, mais parece uma procissão de tanta gente. Eu vendo lanches na porta de casa e aproveito para ficar bem pertinho da saída, oferecendo um cafezinho, pipoca, biscoito etc?, contou a senhora. Uma pequena parcela de usuários segue a viagem de ônibus. A maioria segue a pé e há ainda quem opta por terminar o trajeto de motocicleta, já que bem ao lado da parada dos trens foi colocado um ponto de mototáxi que oferece o serviço por preços que variam de acordo com o destino do passageiro. O estudante do curso técnico de Agropecuária do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) de Satuba Sílvio Bezerra, 40 anos, está no grupo dos que seguem a pé, e, além do esforço físico diário, tem amargado prejuízos no estágio por conta da mudança no seu itinerário.

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