Cidades
Policiais fecham delegacias em protesto
Os policiais civis decidiram deflagrar uma greve de 24 horas, nesta terça-feira, 25, nas delegacias distritais, centrais, especializadas e regionais de todo o Estado como forma de protesto contra a negociação com o governo, que não aceitou as reivindicações da categoria. O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) concentrará o ato na Central de Flagrantes 1, situada no bairro do Farol, e já programa uma nova manifestação para quinta-feira, 27. O presidente do Sindpol, Josimar Melo, explicou a motivação dessa greve de um dia. ?A negociação não tem surtido efeito. Para os policiais civis o governo não deu nada, não aceitou nenhuma reivindicação. O governo diz que a categoria tem alcançado conquistas, quando na verdade tem nos tirado direitos conquistados anteriormente, porque não reconhece o risco de vida, não pagou o IPCA de 2015 e 2016 e os retroativos das progressões?, pontuou. O Sindpol reclama que os policiais civis alagoanos recebem o pior piso salarial da segurança pública para uma categoria com nível superior e pleiteia um piso de R$ 5.500 em duas parcelas (primeira para este ano e a segunda para 2017). Dentre os 23 itens de reivindicação, além do reajuste do piso, estão a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios (PCCS), pagamento de risco de vida e insalubridade, correção de valores do adicional noturno e verba de alimentação, fim do desvio de função que é a custódia de preso, plano de saúde mantido pelo Estado, entre outros. A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) se posicionou informando que o governo de Alagoas não considera o movimento grevista dos policiais civis como uma decisão assertiva, ao mesmo tempo em que reitera considerar ser um ato prejudicial para o povo alagoano a interrupção de um canal de diálogo, com a perspectiva de deflagração de um movimento grevista que só trará danos para toda a sociedade. O Estado lamenta caso a categoria decida deflagrar a greve, uma vez que foram apresentadas propostas pelo governo que não foram aceitas pela categoria.