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Agentes apelam por negocia��o

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Depois de acompanharem o arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz, numa visita aos presídios da capital, em junho passado, dirigentes do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL) recorreram mais uma vez à Igreja Católica para negociar com o governo a solução dos problemas do sistema prisional. Ontem, eles se reuniram com dom Muniz e demais integrantes da Comissão de Justiça e Paz, da arquidiocese, formalizando o apelo para a intermediação. ?Fomos convidados pelo arcebispo para fazer um relato da situação e das nossas reivindicações. Fomos ouvidos por representantes do Judiciário e do Ministério Público, que integram a comissão. Esperamos que a intercessão deles possa contribuir para que o governo adote as medidas necessárias?, disse o presidente do Sindapen/AL, Kleiton Anderson. Ele disse que o reduzido número de agentes torna a custódia dos presídios muito arriscada. É por isso que o sindicato tem orientado o pessoal a limitar a quantidade de pessoas que visitam os presos nos fis de semana. Para enfrentar o movimento da categoria, o governo tem utilizado cadetes da Polícia Militar (PM/AL). ?É uma medida que não resolve o problema, além de ser uma ameaça à segurança das unidades, pois os militares desconhecem as normas de revista?, disse Kleiton Anderson. Ele afirmou que, na reunião com os membros da Comissão de Justiça e Paz, da Arquidiocese de Maceió, composta também por agentes católicos da Pastoral Carcerária, todos se mostraram preocupados com a situação dos presídios, e se comprometeram em tentar abrir um canal de negociação com o governo. O dirigente do Sindapen disse que considera importante a iniciativa do arcebispo, e que a categoria confia que sua principal reivindicação, a realização de concurso público, ganha um grande reforço.

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