Cidades
M�E E FILHA S�O VICIADAS EM LER
Novo, velho, comprado num sebo, num espaço virtual ou numa livraria tradicional, não importa. O que a jornalista Vitória Alcântara gosta mesmo é de comprar livros, ler e até colecionar. Em sua casa, os livros têm um espaço especial, dentro do quarto, para que fiquem por perto, bem ao alcance da vontade de ler. E haja espaço. Somando com a biblioteca da filha Beatriz, de 12 anos, com quem compartilha o prazer de ler, e para quem guardou muitos dos seus livros de infância, elas têm pelo menos mil títulos em casa, e garantem que leem cada um. Têm o hábito de ter pelo menos dois ou três livros na cabeceira e leem, satisfatoriamente (e não obrigatoriamente), pelo menos três páginas por dia. ?Se não fizer isso, tenho crise de abstinência?, diz Vitória, rindo do próprio ?vício?. E, como viciada, ela não costuma fazer muita conta quando deseja um livro. Compra pelo menos dois títulos por semana. E, quanto mais raro, melhor. ?Não reclamo de preço. Pra mim, se eu gostei, se me dá prazer, é sempre bem pago?, diz ela. Às vezes, nem importa se o título já ocupa lugar na estante. Se ele é bom e, de repente, aparece diante dos olhos numa edição especial, nova ou original, a tentação é irresistível. ?Temos três edições diferentes de O Pequeno Príncipe?, diz ela, referindo-se ao clássico de Antoine de Saint-Exupéry. Saudosa, ela lembra do seu primeiro livro, Chapeuzinho Vermelho, e da primeira vez que sentiu uma grande tristeza por causa de livro. ?Foi um paradidático solicitado pela escola. No final do ano fui lá pegá-lo de volta, mas, para minha decepção, fui avisada de que ele ficaria para a escola. Fiquei revoltada?, conta ela. Esse não ficou para Bia. Mas muitos livrinhos de plástico eram manuseados pela menina, ainda na banheira de bebê, presente da mãe que lhe transmitiu como herança o gosto pela leitura.