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INSTITUI��ES SOBREVIVEM A DURAS PENAS

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A instabilidade econômica do País tem levado instituições de caridade de Alagoas a fazer verdadeiros malabarismos financeiros para manter os serviços assistenciais. Nem mesmo algumas medidas administrativas e vários cortes nas despesas fixas são suficientes para espantar os efeitos devastadores da crise. Dezenas de trabalhadores dessas casas foram dispensados nos últimos dois anos e o risco de falência é grande. Com as doações em queda, voluntários se desdobram e buscam alternativas para arrecadar dinheiro. Em alguns casos, o esforço tem sido recompensado. Com 97 anos de trabalhos prestados à sociedade, o Lar São Domingos, situado em área privilegiada da capital, cambaleia faz tempo. As finanças estão no vermelho há anos e a recessão afundou ainda mais o quadro. Mas, nem por isso, a direção pensa no pior, embora admita a ameaça de fechar as portas. Para piorar, a instituição não conta mais com o apoio de uma seguradora para financiamento do custeio. Nos últimos dois anos, a empresa diminuiu o recurso e, recentemente, cortou completamente o repasse. A verba era usada para o pagamento das despesas fixas. As doações serviam como complementação do que se faltava na subsistência do lar. Atualmente, a única fonte de recursos do lar é o serviço de telemarketing. Cerca de 20 operadoras fazem o contato com pessoas físicas e jurídicas com o intuito de arrecadar dinheiro e donativos. Porém, a própria existência do setor é cara para ser mantida. A despesa de telefone é muito alta e os funcionários são do quadro, sendo a instituição obrigada a cumprir com a despesas trabalhistas e previdenciárias de cada um deles, além de ter cota de combustível para as motocicletas usadas para pegar os valores no domicílio dos contribuintes na Grande Maceió. ?Na maioria dos períodos, o quadro é de contas no vermelho, com gastos acima das arrecadações para pagamento dos custeios. Para não ficar devendo aos fornecedores, a instituição fez um fundo com parte do dinheiro que era repassado pela seguradora e, atualmente, serve para cobrir as despesas mensais. No entanto, segundo o gestor, a reserva está acabando. É um malabarismo diário, uma atenção permanente para evitar a falência. Entendo que seria um prejuízo muito grande para essas crianças deixar de ser atendidas e de participar das atividades oferecidas?, diz o diretor do Lar São Domingos, Ricardo Santos.

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