Cidades
TEMOS A ESPERAN�A DE QUE DIAS MELHORES PODEM VIR
A missão da Apala (Associação dos Pais e Amigos dos Leucêmicos de Alagoas) está bem definida: promover a defesa dos direitos das crianças e adolescentes com câncer e adultos com leucemia, contribuindo para melhorar a qualidade de vida, reafirmando a esperança da cura através do acesso ao tratamento. Desde 1993, a assistência a crianças e adolescentes tem sido um pilar de reconhecimento e eficiência dessa instituição. A crise econômica, no entanto, é sentida na Apala como um mal assustador. Demissões de colaboradores, racionamento de energia, de água, de insumos utilizados no dia a dia são algumas medidas tomadas para evitar a redução do número de assistidos. A diretora da instituição, Rosa Fernandes, confirma o sufoco e ressalta que não há mais de onde cortar para diminuir as despesas. Somente este ano, 20 funcionários foram demitidos das mais variadas funções. Agora, são 68 colaboradores. Eram quase 100. Eles se dividem em todas as áreas, sempre com a intenção de prestar o melhor serviço aos pacientes. Além das despesas fixas, a Apala ainda arca com o tratamento, medicamentos e até os custos das crianças e adolescentes que estão internados. ?Os cortes que fizemos são para garantir o número de assistidos e a alimentação deles. Recebemos doações e firmamos parcerias para manter a nossa estrutura. Com a crise, estamos buscando alternativas para evitar que as contribuições reduzam e não afetem a qualidade dos nossos serviços. Temos que fazer malabarismo, sempre?, afirma Rosa Fernandes. A Apala tem um suporte financeiro importante todos os anos. O McDia Feliz transfere à instituição um percentual de arrecadação da compra do sanduíche mais tradicional da rede de fastfood McDonald?s: o Big Mac. Este ano, o evento aconteceu em setembro e, no mês de outubro, a multinacional fez o repasse. Com esse dinheiro, a instituição já investiu no prédio-sede, construiu auditório, o centro de talentos e ajuda pacientes a ter uma vida mais digna para o tratamento e em casa também. Com a verba deste ano, a Apala pretende informatizar a sede e implantar o programa de diagnóstico precoce de câncer nas cidades de São Luís do Quitunde e Coruripe. Por meio dessa iniciativa, é possível fechar o diagnóstico da doença em, no máximo, dez dias. Atualmente, a instituição atende entre 20 e 30 pacientes por dia. A nota fiscal cidadã também é uma alternativa para garantir recursos.