Cidades
Servidores param por tempo indeterminado
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), cujo funcionamento já vinha sendo afetado com a ocupação da reitoria pelos estudantes, encara agora a greve dos servidores técnicos. Iniciada ontem, 31, a paralisação será por tempo indeterminado, conforme decisão unânime tomada em assembleia na semana passada. Ainda na manhã de ontem, o comando de greve se reuniu no Centro de Interesse Comunitário (CIC), situado no Campus A.C. Simões, em Maceió, para fazer as primeiras deliberações e definir agenda. Para a manhã de hoje, 1º, está prevista uma nova assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal) com a categoria, a fim, inclusive, de avaliar a adesão à greve. A greve surge como forma de protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece um limite para os gastos públicos pelas próximas duas décadas. Aprovada pela Câmara dos Deputados, no dia 26 de outubro, a proposta recebeu nova numeração e, ao tramitar no Senado, passa a ser identificada como PEC 55. Além de protestarem contra a PEC, os servidores cobram do governo federal o cumprimento do acordo grevista realizado no ano passado. ?A maioria das instituições federais optou pela greve devido à PEC 241, que foi aprovada em segunda votação na Câmara e, agora, segue no Senado, como PC 55. É muito provável que essa greve se estenda pelo tempo que durar a tramitação da proposta?, declarou o coordenador-geral do Sintufal, Davi Fonseca. De acordo com Fonseca, o movimento grevista respeitará a manutenção de 30% dos serviços essenciais, principalmente nos ligados à saúde, como acontece nas atividades ligadas ao hospital universitário. O sindicalista reforçou que há uma boa parcela de trabalhadores terceirizados, que continuam trabalhando normalmente.