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Anu�rio revela queda em roubos de carros e estupros em Alagoas

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Embora uma polêmica no âmbito local sobre os números oficiais tenha marcado a divulgação do documento, o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública traz números positivos sobre a violência em Alagoas. As tabelas mostradas nas 58 primeiras páginas da publicação, que tem 134 páginas com as mais diversas estatísticas da criminalidade no País, mostram redução em praticamente todos os tipos de delito no Estado. Houve redução de 14,25% no número de veículos roubados e furtados em 2015 (3.904), na comparação com os números de 2014 (4.553), o que dá uma média de mais de 10 veículos roubados ou furtados por dia; redução no número de roubos a bancos e até no número de crimes contra a liberdade sexual. Se em 2014 foram 41 registros de roubo a bancos, esse número baixou para 21 ocorrências, em 2015. Já os crimes de estupro cairam 8,6%, passando de 565 em 2014, para 516, no ano seguinte, o que daria uma média de mais de um estupro por dia. As tabelas do Anuário, publicação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que foram corrigidas e divulgadas ontem, seguem registrando redução da criminalidade em Alagoas. O documento mostra que foram apreendidas mais armas de fogo em 2015 (2.036), do que em 2014 (1.472). Chegando à sua décima edição, o Anuário é produzido sob a responsabilidade do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo ?o debate, articulação e cooperação técnica para a segurança pública no País?. Quando mostra os dados sobre Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), o Anuário aponta um redução de -19,9% no total de vítimas em Alagoas, considerando números de 2014 comparados aos de 2015. Os dados incluem as mortes decorrentes de operações policiais, que a Secretaria de Segurança Pública define como ?resistência com resultado morte?. É nesse item, aponta o Anuário Brasileiro, que o Estado peca. Com 103 mortes em 2015, 42 duas delas em Maceió, Alagoas registrou aumento no número de vítimas em confrontos com policiais. No ano anterior (2014), foram 70 mortes, 34 na capital. Essas mortes foram somadas aos crimes da categoria homicídio doloso e incluem, no ano de 2014, duas vítimas de ?outros crimes com resultado morte?, número que, em 2015, subiu para 14 vítimas na mesma categoria; e 6 ?resistências seguida de morte?, de autoria da Polícia Rodoviária Federal.

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