Cidades
Adefal cobra mais acessibilidade
O que a Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) pretende é assegurar às pessoas o direito de se locomover de modo adequado. Para isso, produziu um relatório no qual aponta trechos de vias públicas, em Maceió, onde a falta de mobilidade urbana dificulta a vida das pessoas com deficiência. O Ministério Público Estadual (MPE) expediu uma recomendação à Prefeitura de Maceió para que fiscalize o cumprimento das normas técnicas de acessibilidade de pessoas com deficiência em estabelecimentos comerciais e de serviços na capital. As possíveis adequações que surgirem devem ser feitas em até 90 dias. O presidente da Adefal, João Ferreira, esclareceu que o objetivo da produção do relatório é a correção dos obstáculos na cidade. O dossiê foi feito atendendo a solicitação do Núcleo de Direitos Coletivos e Humanos da Defensoria Pública de Alagoas. ?Esperamos que a Defensoria encaminhe a lista de pontos que dificultam nosso dia a dia para que os órgãos competentes adotem as providências?, completou o dirigente da associação. De acordo com João Ferreira, o portador de deficiência enfrenta calçadas irregulares, pontos de ônibus inacessíveis, estacionamento sem vagas reservadas e outros obstáculos arquitetônicos prejudiciais à segura e livre movimentação desse segmento da população. Com o relatório, que será ampliado com as próximas listas de pontos em que as leis de acessibilidade são ignoradas, a Adefal quer, disse seu presidente, reverter a postura de desrespeitos às normas vigentes ou até mesmo por desconhecimento destas. Entre os pontos apontados no relatório está a falta de várias rampas por toda a cidade, as calçadas inadequadas para cadeirantes, deficientes visuais, pontos de ônibus inacessíveis, falta de sinalização sonora e piso tátil.