Cidades
AL registra mais de 500 queimadas
O Instituto do Meio Ambiente (IMA) registrou 516 pontos de queimadas no Estado em apenas 13 dias (de 23 de outubro a 5 de novembro). A quantidade consta no relatório confeccionado pelos setores de fiscalização, Gestão Florestal e Geoprocessamento do órgão, que foi disponibilizado ontem e passará a ser divulgado semanalmente. O documento apresenta o raio-X das queimadas em Alagoas, além de identificar a complexidade da queima, se ela foi autorizada ou irregular, bem como a reincidência dos locais atingidos. Baseado nos primeiros levantamentos de dados, foi possível identificar que a maior parte dos focos se concentrou nos municípios de Coruripe (75) e Junqueiro (38), devido à queima da cana-de-açúcar. Maceió registrou 20 queimadas e o município de Batalha foi o que menos teve: apenas duas. Ainda de acordo com o relatório, a Área de Preservação Ambiental (APA), localizada no município de Murici, é a mais afetada, sendo registrados 26 pontos de queimadas durante os treze dias. Segundo o IMA, os focos de queima no Estado são monitorados para coibir a prática que pode ser considerada infração. O monitoramento é feito com a utilização do Sistema Georreferenciado de Monitoramento de Ocorrências na Rede Elétrica pertencente à Eletrobras, criado para verificar os focos abaixo de linhas de transmissão, podendo identificar queimas de até 30 metros de comprimento por um metro de largura. As imagens são geradas a partir de dados fornecidos pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Por meio delas, é possível ver os locais onde há usinas, geralmente localizadas em municípios onde há mais queimadas por causa das áreas com plantio de cana. ?Estamos acompanhando todos os focos, mas não temos ainda como saber quem tem autorização para realizar a queimada. Mas, sabemos que, geralmente, as queimadas ocorrem no período do verão, quando o tempo fica seco e, consequentemente, a vegetação. Há ainda a coincidência de ser a estação de colheita da cana?, informou o assessor de geoprocessamento do IMA, Esdras Andrades.