Cidades
ATOS CONTRA A PEC 55 PARAM MACEIÓ
No ponto de ônibus lotado, a empregada doméstica Josefa da Conceição, de 55 anos, aguardava o transporte coletivo para ir ao trabalho, no início da manhã de sexta-feira (11), lamentando o atraso provocado pela paralisação dos rodoviários que só colocaram os ônibus na rua depois das 8h. O ato organizado pela categoria foi em protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, (antiga PEC 241) que tramita no Senado Federal e pretende congelar os gastos públicos pelos próximos 20 anos. ?Eu não sei o que é a PEC, não faço nem ideia. Só sei que estou muito atrasada, porque tenho que chegar no trabalho às 7h e hoje só vou chegar às 10h. Me avisaram que os ônibus iam sair tarde da garagem e eu avisei minha patroa?, declarou a empregada doméstica. Sem o transporte coletivo convencional, muitas pessoas optaram pelas vans do transporte alternativo, lotações e táxis. E mesmo assim, boa parte dos usuários esperou o retorno do serviço, lotando os pontos de ônibus no começo do dia. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro) de Alagoas, a paralisação afetou cerca de 60 mil usuários. ?A nossa paralisação e para alertar toda a sociedade para a PEC 55, colocada como uma medida de ajuste fiscal, mas que vai trazer consequências para todo mundo e vai refletir tanto nos serviços públicos, quanto nos privados?, informou o presidente do Sinttro, Écio Ângelo. NACIONAL O 11 de novembro foi escolhido para ser o Dia Nacional de Greve contra a PEC 55 e, por isso, diversos protestos foram organizados em todo o País. Em Alagoas, além do ato dos rodoviários, movimentos sindicais de várias categorias se concentraram na Praça Sinimbu, no começo da manhã e por volta das 11h, saíram em caminhada pelas ruas do Centro de Maceió, em uma grande manifestação. Na Praça dos Martírios, lideranças dos movimentos sociais fizeram uma discussão sobre os efeitos da eventual aprovação da proposta no Congresso Nacional. Para a presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT/AL), Rilda Alves, é inaceitável que o governo congele os investimentos em áreas essenciais, como educação, saúde, programas sociais, por um prazo de 20 anos.