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AL tem 14 mil benef�cios suspeitos

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Com 3.846 benefícios questionados, equivalentes a R$ 14,8 milhões, Maceió é a 19ª capital brasileira entre as 27 onde o Ministério Público Federal (MPF) detectou suspeitos de receberem indevidamente recursos do Programa Bolsa Família. Depois de cruzar dados do governo federal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Receita Federal e Tribunais de Contas estaduais e municipais, o MPF apontou indícios de irregularidade nos pagamentos em todos os estados. Em Alagoas, que ficou na 25ª colocação com quase 14 mil casos suspeitos, a fraude teria desviado mais de R$ 56 milhões, no período entre 2013 até maio de 2016. Os números estão no Raio-X do Bolsa Família, um diagnóstico feito pelas Câmaras Criminal e de Combate à Corrupção do MPF, que, no caso de Alagoas, inclui todos os municípios na relação de pagamentos suspeitos. A irregularidade está na inadequação dos beneficiários em relação aos critérios do programa. O cruzamento de informações mostrou que todos têm renda incompatíveis com o perfil de pobreza ou extrema pobreza exigido pelas normas do programa de transferência de renda, institucionalizado em 2003. A lista de supostos fraudadores inclui empresários e até defuntos. Conforme classificação do MPF, foram identificados cinco grupos: falecidos, servidores públicos com família de até quatro pessoas, empresários, doadores de campanha e servidores doadores de campanha (independentemente do número de membros do clã familiar). Os dados, disponíveis no site do MPF (www.raioxbolsafamilia.mpf.mp.br), apontaram 13.936 pessoas suspeitas de receberem irregularmente o benefício em Alagoas. A elas foi pago, no período analisado, o total de R$ 56.762.351. No grupo dos empresários suspeitos estão 12.376 beneficios (R$ 50 milhões), e ainda 1.497 servidores públicos com família de até quatro pessoas (R$ 4 milhões) e 336 pessoas falecidas (R$ 1 milhão). A lista de pagamentos com indícios de fraude inclui ainda 100 pessoas detectadas por terem feito doações a candidatos com valores maiores do que o benefício (R$ 167 mil) e 19 servidores públicos, que também foram identificados como doadores de campanha (R$ 66 mil).

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