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VIT�RIA REPUBLICANA DIVIDE OPINI�ES

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A chef de cozinha lembra as famílias que pagam advogados há mais de 17 anos e ainda não conseguiram regularizar a situação no País. Perguntou-se, ainda, se é muito burocrático virar cidadão americano quando já se tem o green card, como é o caso da filha dela. ?Tem que esperar o tempo de cinco anos. Depois tem fazer teste oral de cem perguntas da história dos USA, saber escrever e falar inglês. A minha filha Suellen trabalha com eventos e a outra se formou com muito sacrifício em Enfermagem na universidade, em Pasadena?. Se está apreensiva sobre a situação de Suellen nos EUA? Responde que sim. Nivea conta que votou em Hillary Clinton, que está chocada com o resultado das eleições, e o país está de luto desde o resultado oficial. ?Financeiramente, os Estados Unidos é um país que é estável, que dá oportunidades para você crescer financeiramente e ficar estável. Todos saíram por um motivo ou por um sonho, e esse sonho se transformou em pesadelo neste momento?. Quando se lançou candidato à presidência, Trump mostrou que trataria os imigrantes ilegais de ?forma diferente? de Barack Obama e de sua adversária Hillary Clinton, que defendiam reformas. Os olhares do mundo voltados para os discursos e propostas do republicano e da democrata, quando o magnata anunciou que pretende deportar os imigrantes ilegais. O MENOS VILÃO O médico alagoano Fábio Dorville tem 66 anos e mora nos Estados Unidos há 47 anos, onde leva uma vida estável com a esposa e quatro filhos. Até mesmo por viver tanto tempo no País, passou a acompanhar de perto a política da maior potência mundial. Questionado sobre a avaliação deste momento, o maceioense conta que ?para entender o momento político é preciso entender a geopolítica e a filosofia dos democratas e republicanos?. Dorville, que ensina numa universidade e mora em Bethlehem, no estado da Pensilvânia, conta à reportagem que a Costa Oeste e Leste são extremamente liberais, enquanto que a parte central é mais conservadora. A reportagem perguntou qual candidato ele escolheu. ?O Donald Trump, o melhor dos dois vilões?, resume o médico. Fábio Dorville afirma que a mídia foi muito negativa sobre o Trump. ?Foi a mídia tentando decidir a eleição?. Questionado se o incomodava a presença de imigrantes e a política anunciada pelo presidente eleito Donald Trump de deportar os ilegais, ele respondeu: ?A questão dos imigrantes incomoda-me, mas será muito difícil deportar mais de 40 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos Estados Unidos?. Reforçada a pergunta. O senhor acredita, então, que esses milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA não serão deportados, como prometeu o Trump? E ele responde: ?Jamais ele conseguirá este propósito. Há muitas prioridades como saúde, desemprego, economia e um país dividido pelo ódio e racismo?. O médico Fábio Dorville diz que achou o governo Barack Obama razoável. ?Ele terminou com guerra no Iraque, assinou o acordo com o Irã, só poderia ter feito mais para melhorar as condições sociais dos negros e diminuir a violência. Além de arranjar um meio de proibir a venda de armas de assalto?. O alagoano, de Maceió, chegou aos EUA para fazer residência em Clínica Geral. ?As portas abriram--se para mim na universidade e estou por aqui até hoje?.

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