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CRISE LEVA CASAIS A ABANDONAREM MOT�IS
A crise chegou até mesmo nas camas. Mas não se trata de uma queda na demanda de móveis ou de colchões, mas na redução das horas de amor. Isso mesmo! Os casais alagoanos estão deixando de frequentar os motéis. As visitas, segundo alguns gestores do setor, caíram em até 50% e, para driblar a crise, os estabelecimentos têm reduzido o quadro de colaboradores, o valor dos serviços prestados e até criaram cartão fidelidade. Apesar do esforço, teve motel em Maceió que fechou as portas. Entre os administradores dos motéis no Estado, a opinião é unânime: o momento está complicado para o setor. Na capital, os estabelecimentos ao longo das rodovias estampam promoções para tentar atrair os clientes. A obrigação da permanência mínima de 2 horas foi reduzida pela metade. Segundo a gerente de um deles, Tereza Oiti, mesmo com a redução do tempo mínimo de permanência e dos valores de tabela, a queda chegou à metade do fluxo normal. ?O movimento caiu em mais de 50%, tivemos que diminuir o pessoal e o valor dos serviços para tentar superar esse momento?, afirma. Para reconquistar os clientes, um motel em Arapiraca apostou na criação do cartão fidelidade, que após 10 visitas dá direito a uma hora em uma das suítes do local. O gerente Wellington Marques contou que, mesmo com a promoção, o movimento não voltou ao normal. ?Tem diminuído o movimento há uns quatro meses. Diminuímos o quadro de colaboradores, os valores da tabela e criamos um cartão fidelidade, o movimento não voltou ao normal, mas os clientes que visitam geralmente voltam para completar o cartão?, relata. A explicação pode não ser unicamente a vontade dos casais em reduzir o orçamento doméstico. Segundo um arquiteto especialista no setor de motéis, Ricardo Freire, em momentos de crise, os clientes que vão aos motéis buscam justamente encontrar um bom serviço, e esse pode ser o motivo da baixa procura dos clientes alagoanos. ?Temos duas situações aqui: aquele empresário que nunca investiu em seu comércio vai ser julgado por sua má administração. E aquele que não procurou atualizar-se vai causar ao cliente uma certa repulsa?, analisa. *Sob supervisão da editoria de Cidades