Cidades
Verba federal n�o chega a munic�pios da seca
A situação de emergência decretada pelo governo do Estado em 37 municípios alagoanos que sofrem com os efeitos da longa estiagem, continua crítica. Até agora os recursos federais para levar água às comunidades mais afetadas pela seca não foram liberados e as próprias prefeituras é que estão arcando com as despesas com os carros-pipa que abastecem a população. Segundo o secretário-executivo da Defesa Civil do Estado, Capitão Paulo Sérgio, o dinheiro está atrasado a mais de dois meses. ?O contrato foi assinado, mas falta fechar a data da liberação dos recursos?, destaca. Ele não soube informar qual o montante da verba que o governo federal deverá liberar para os 37 municípios, mas observa que as prefeituras estão tendo dificuldade para atender à necessidade crescente de carros-pipa, para garantir o abastecimento. ?Em situações de emergência como as que vivem esses municípios, as próprias prefeituras já passam por dificuldades, porque, se há seca, há também outras carências, de comida, de renda, de trabalho, o que gera uma dependência muito grande do poder público. Se as prefeituras têm de arcar ainda com as despesas de carros-pipa, como estão fazendo, as dificuldades financeiras aumentam e a necessidade de água não é atendida a contento?, observa o capitão. Ele esclareceu que a ajuda do governo federal para minimizar a situação de emergência dos 37 municípios diz respeito apenas ao abastecimento de água das comunidades, e não inclui cestas-básicas. As prefeituras denunciam que o pagamento dos carros-pipa para abastecimento das comunidades afetadas pela estiagem está agravando o comprometimento da receita dos municípios, já insuficiente para manter a máquina administrativa e realizar pequenas obras nas áreas consideradas essenciais. A situação deve se agravar com o reajuste do salário mínimo. Até agora, os prefeitos conseguiram honrar o pagamento da folha, mas temem que a entrada em vigor do novo salário inviabilize o pagamento dos carros-pipa. Em alguns municípios do Sertão, as famílias estão consumido a mesma água, sem tratamento, destinada aos animais. (MFA)