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Alagoas pode adotar plano de saneamento

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Alagoas pode ser o segundo Estado do País a ter implantado o Plano de Modernização do Setor de Saneamento (PNSS) II, que possibilitaria a recuperação financeira da Companhia de Abastecimento d?Água e Saneamento de Alagoas (Casal). A implantação do programa foi uma das reivindicações feitas ao secretário nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, Abelardo Oliveira, pelo deputado estadual Paulo Fernando (PT), durante recente viagem a Brasília. Paulão explicou que a implantação do PNSS depende apenas da assinatura de um convênio entre os governos federal e estadual. ?O governador Ronaldo Lessa, ele garantiu que vai assinar o convênio?, antecipou. Pelo plano, o governo federal garante uma parceria com o Estado, por meio de consultoria, qualificação, gestão para redução de perdas e da inadimplência da Casal. Segundo Paulão, hoje as dívidas da Casal com a Previdência, débitos trabalhistas e fornecedores chegam a mais R$ 200 milhões. Ele explicou que a situação da empresa se agravou a partir da extinção do Banco Nacional de Habitação, que desenvolvia o Plano Nacional de Saneamento. ?Com o fim desse programa, as empresas públicas começaram a perde linha de crédito, e no governo Fernando Henrique Cardoso a situação se agravou?. O deputado salientou que a Casal só se mantém em funcionamento por se tratar de uma empresa pública. ?Se fosse uma privada estaria falida?. Ele salientou ainda que o PNSS 1, instituído no governo FHC, tinha como único objetivo preparar as empresas públicas de saneamento para a privatização. Paulão defendeu a necessidade de reestruturar a Casal para que ela possa atender os interesses dos municípios. ?Maceió, por exemplo, só 30% da população tem direito a saneamento?, exemplificou.

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