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Reajuste deve superar a infla��o

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Mesmo com a inflação acumulada nos últimos 12 meses em 7,87% e com a estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano fechar em torno de 7%, as escolas particulares de Alagoas confirmaram que vão reajustar as mensalidades para 2017 bem acima desse percentual, e, por causa disso, terão que se justificar ao Procon. O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Alagoas (Sinepe/AL Básico) informou que o aumento será entre 10% e 15%, que já é superior a este ano (oscilou entre 8% e 12%), e divulga que a crise tem afugentado o alunado e afundado as finanças das unidades. Pelo menos três delas, situadas em Maceió, provavelmente vão encerrar as atividades no ano que vem, segundo o sindicato. A entidade alega que a inflação é apenas um dos fatores considerados pelas escolas da rede privada quando o assunto é o valor das mensalidades. Outros seriam o preço alto dos insumos, das tarifas bancárias para emissão dos boletos, dos tributos a serem pagos rigorosamente, além do aumento dos salários dos professores (que segue a data-base no mês de março) e o valor da hora-aula, que é alcançado a partir de variações de tamanho da unidade de ensino, quantidade de alunos e dos trabalhadores. Para chegar ao percentual de elevação, os colégios estão elaborando as planilhas de custos mirando 2017. Muitos já concluíram essa etapa e entraram na fase de definir quanto de reajuste será aplicado aos alunos. Pelos números apresentados inicialmente por algumas escolas à direção do sindicato, já é possível prever um aumento nas mensalidades acima do índice inflacionário. ?O percentual é alcançado por cada escola conforme os custos que são previstos. Muitas oferecem mais equipamentos e uma melhor infraestrutura aos seus alunos e, por isso, incorporam os gastos nas mensalidades. Além disso, tem o fator da inadimplência, que está alcançando entre 25% e 30% em todo o Estado e agrava ainda mais a situação financeira da rede particular de ensino?, revela a presidente do Sinepe/AL, Bárbara Heliodora Costa e Silva. Ela acrescenta que os pais inadimplentes têm filhos estudando em todas as faixas escolares e muitos somente pagam a matrícula e ?esquecem as mensalidades?, gerando um grande mal-estar entre as partes durante o ano letivo. ?As escolas, de acordo com a lei, são obrigadas a ceder a documentação do aluno mesmo que ele esteja inadimplente. Para reaver o dinheiro das mensalidades, muitos colégios estão apelando às vias judiciais?, comenta.

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