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Crise fecha livrarias e papelarias em Macei�

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Livrarias e papelarias estão fechando as portas em Maceió. Nos últimos meses, cinco delas que funcionavam em dois bairros (três no Centro e duas no Farol) não escaparam dos efeitos da retração econômica. As que sobraram terão renovação ínfima do estoque para o ano letivo que se aproxima. Não há otimismo no setor mesmo quando se fala sobre os meses de dezembro e janeiro, considerados a ?safra? para quem vive desse ramo. Somente a Resma, uma das livrarias mais tradicionais de Maceió, fechou as três unidades de Maceió nos bairros Farol (uma) e Centro (duas). Um dos motivos para o encerramento das atividades foi a dificuldade de manter as lojas abertas em tempos de crise. Para não perder a clientela e não virar o ano no prejuízo com a venda de material escolar, o proprietário de três papelarias, a Global, no centro de Maceió, Eduardo Barbosa, resolveu não aumentar os preços. As lojas, que ficam nas ruas do Sol, da Alegria e do Livramento, terão apenas de 40% a 50% do estoque renovado. Há três anos, o percentual girava em torno 70%. Uma queda brusca da renovação de estoque de material escolar e de escritório, na avaliação do empresário, que espera dias melhores em 2017. ?Por vários anos tínhamos um aumento da venda a cada ano de 5% a 6%. Sempre aumentando, mas acontece que em 2015 e 2016 não houve incremento?. Já Bernardo Ferreira, gerente-geral da Mix Papelaria, empresa com dois anos no mercado e que também funciona no centro de Maceió, acredita que a crise econômica e a concorrência com escolas no que se refere à venda de livros didáticos acabaram agravando a situação, principalmente das livrarias. ?A minha vida foi de dono de papelaria, mas o mercado este ano está bem retraído. Tem muita oscilação de dólar, tem muita problemática de mercadoria importada e tem muita competitividade?, diz Bernardo.

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