Cidades
AL deve aderir a pacto contra trabalho escravo
Ao relembrar que 1.242 trabalhadores de naturalidade alagoana foram resgatados, nos últimos dois anos, da condição análoga à de escravo em outros estados brasileiros, o procurador do Trabalho Tiago Cavalcante reuniu-se com representantes da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e defendeu que o Estado seja signatário do Pacto Federativo pela Erradicação do Trabalho Escravo. O acordo será assinado dia 13 de dezembro, em Brasília (DF). O pacto será lançado oficialmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e tem como objetivo estabelecer obrigações aos entes federativos signatários, dentre as quais a criação de Comissões Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo, integradas por órgãos públicos e entidades da sociedade civil que hasteiam a bandeira do enfrentamento à escravidão contemporânea e ao tráfico de seres humanos. ?O número elevado de vítimas de naturalidade alagoana denota a vulnerabilidade econômica e social dessas pessoas. É imprescindível que as instituições se envolvam com a causa e possam cobrar reciprocamente a adoção de medidas?, afirmou o procurador Tiago Cavalcante, durante a reunião com o secretário adjunto de Direitos Humanos de Alagoas, Marcos Toledo, e a superintendente de Direitos Humanos, Rita de Cássia.