Cidades
Ato cobra garantias de direitos
Portando faixa e cartazes, parte desse material foi estendido no chão, um grupo de mulheres ligadas a movimentos sociais e a entidades sindicais realizou caminhada e manifestação nessa sexta-feira, 25, no Centro, em Maceió, marcando a passagem do Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. Depois de caminhar pelas principais ruas do Centro, elas se reuniram num trecho do calçadão do Comércio, cobrando políticas de prevenção e garantias de direitos. As manifestantes reclamaram da falta de apoio do poder público, apontando falhas na assistência às vítimas e na punição dos agressores. Em Maceió, as ocorrências são assustadoras, comprovadas inclusive em números oficiais. Como exemplo pode ser citado o número de mulheres atendidas em unidades da rede pública de saúde depois de sofrerem agressão física e violência sexual. Muitos dos atendimentos são feitos no Hospital Geral do Estado (HGE), referência em atendimento de urgência e emergência na capital alagoana. No ano passado, 775 mulheres foram atendidas no HGE, todas vítimas de violência doméstica e sexual. O número representa uma média de mais de dois casos por dia, segundo o Núcleo de Epidemiologia daquela unidade de saúde. Significa ainda que a violência doméstica contra a mulher continua sendo uma das mais graves violações dos direitos humanos no Estado.