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Manifestantes invadem o Incra

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Trabalhadores rurais sem terra de diversos movimentos sociais, revoltados com a velocidade do andamento da Reforma Agrária no Estado, que consideram lenta, ocuparam, na manhã de ontem, a Praça Sinimbu e o oitavo andar do edifício Walmap, localizados no centro de Maceió. No prédio onde foi realizado o protesto, funcionam alguns setores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Conforme o coordenador nacional do Movimento Via do Trabalho (MVT), Marcos Antônio, o ?Marrom?, existem em Alagoas mais de 1.500 lotes aguardando regularização. O prédio foi liberado por volta das 13 horas, depois que o superintende do Incra, Alberto Nascimento, recebeu os manifestantes para uma reunião. Os atos fazem parte da Jornada Estadual de Luta em Defesa da Reforma Agrária e Contra a Violência no Campo, mobilização que tem o intuito de cobrar mais atenção dos órgãos responsáveis pelo andamento da reforma agrária. ?Queremos cobrar do Incra e dos governos estadual e federal a celeridade nos processos da Reforma Agrária em Alagoas, tudo está paralisado, não conseguimos resolver nada?, afirma Marrom. As mais de três mil famílias que participam da jornada permanecem acampadas na Praça Sinimbu em busca de mais duas reuniões, uma com o governador e outra com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), com o objetivo de tratar sobre a violência no campo e das ameaças que os movimentos têm recebido no Estado. ?Estamos cobrando mais compromisso com a reforma agrária. Pretendemos desocupar a praça assim que tivermos essas duas reuniões. Caso não sejamos recebidos, não pretendemos sair daqui?, sinaliza o coordenador do MVT. Durante a ocupação, houve mal-estar com a entrada de mais de 1.500 famílias no prédio do Incra e funcionários que não conseguiam deixar o local. Porém, segundo Marrom, os colaboradores do instituto não foram ameaçados. ?O acesso estava livre, mas, por conta da quantidade de pessoas do movimento dentro do ambiente, ficou complicado para saída dos trabalhadores, mas tudo ocorreu de forma pacífica?. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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